terça-feira, 12 de novembro de 2013

cabelos

Cabelos

Tudo e incerto
No entanto e correto a afirmacao
De que o tempo corre sem deixar vestigios
No rio da incerteza das ondas do seu cabelo
E seu ultimo shampoo para cabelos encaracolados os deixaram mais liso do que nunca
E e correto pelo menos a afirmacao de que tudo e falso e incerto
Ate o rotulo de um shampoo
Que promete um cabelo lindo encaracolado e de presenteia com um fantasma no espelho
E fato e devo dizer que sinto falta dos seus cabelos entre meus dedos mesmo que ficaram lisos.
Vivemos em tempos incertos de promessas falsas
Nao se pode confiar nem em um rotulo
E nos dancamos uma danca esquisita ...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

silencio!
escuta o silencio la fora.
abre um pouco a janela
que eu quero apreciar o brilho da lua
sao jorge mora la.
eu quero ver sao jorge
imponente com sua espada
encarando o dragao.
silencio!
aprecie o silencio que vem de fora
o silencio que gera energia para um novo amanhecer
que amanha tenho que ser jorge
pegar minha espada e encarar o dragao nos olhos sem medo.

nao,nao tem manual

nao tem um manual nao senhor?
que e para eu saber como consertar.
nao tem um mapa nao?
que e para eu nao ficar perdida.
eu me perco sem o manual
eu ainda tenho que consertar e achar o caminho
nao tem uma lanterna ai nao senhor?
como eu posso querer consertar ou mesmo achar as pecas nessa escuridao?
nao tem mesmo um manual?
um aplicativo um dispositivo para eu baixar?
assim fica dificil de consertar e ainda achar a estrada

ta muito pra mim
ta muito pro meu pratinho
sem ter certeza de nada

mal do seculo

eu escrevo mal
eu falo muito mal
eu ando muito mal
mas minhas ideias sao boas
mal escrevo
quando falo falo mal
nao gosto de falar mal
mal de ninguem
eu ando e quando ando
eu me rastejo
eu mal ando e quando ando
eu ando e falo sozinho
eu me rastejo sozinho
eu mal tenho alguem
nao quero mal a ninguem
nao quero falar mal de ninguem
que mal eu tenho
eu nao tenho ninguem
eu mal eu mal
mas minhas ideias sao boas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nada e mais perto do abismo

A palavra vazia
Disacerto
Duas linguas diferentes
Frente a frente que se beijam
Que se ferem numa manha sem sol
A palavra arranca perplexidade
Cria distancia entre os mundos
Partem em caminhos diferentes
Dias apos dia
A palavra cria fendas abre feridas
Entre entra entro e sai
Sai de boca sem destreza
Deselegante e eficaz
Eu fico no quarto voce fica na sala
Eu no meu vc no seu mundo
A distancia da palavra
O filme da cabeca passa...o que foi e o que deveria ser dito
Nada deveria ter sido
O mundo deveria ser lido pelos olhos
E a boca deveria pegar prisao perpetua.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eu grito calada

Triste é a canção que se ouve calada,
Triste é a canção que se canta calada,
E a platéia é cega ou finge que está momentaneamente,
Muda é a verdadeira muda,
A que não quer mais falar,
Aquela que não fala.
E o surdo,
Aquele que não quer ouvir,
Que finge ouvir,
Que tampa os ouvidos,
Final de show,
Final triste,
Não há o que ouvir,
Não há o que dizer,
E tampouco há vontade,
Explicações....silêncio....surte o mesmo efeito,
Nessa sinfonia de erros,
A explicação é de um efeito ensurdecedor,
Cansar de ouvir cansar de falar,
Os meus ouvidos doem,
No final do silêncio
Eu canto calada, eu ouço surda, eu grito surtada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

fake estrela

consumi e tive o que quis e o que desejei ter,
calça, bolsa, relógio, e outras cositas mas,
celular, carro do ano, dinheiro no banco, coleção de cd´s
e outras cositas mas.
tudo é tão belo, tudo é tão falso,
nos sentimos até gente!
em meio a essa fantasia.
Então isso é pateticamente a felicidade,
A América terra de sonhos,
um lugar pra ser a fake estrela de pateticwood.
A estrela que não tem glitter,
que não vê a hora de voltar,
de ter o abraço apetado que ficou pra trás,
um peito para colar a face,
e de ser de verdade,
de simplesmente ser.

olhos negros

milhares de pessoas,
se esbarram nas ruas everyday,
nas ruas de qualquer lugar,
uns não pensam em nada,
outros fazem compras,
outros fazem planos,
outros pensam em matar,
outros pensam em morrer,
outros gritam,
outros falam sozinhos,
outros atrás de dinheiro,
outros dão dinheiro,
outros ouvem música.
É a vida das ruas,
rápida.
Na esquina o guarda apita desesperado,
grita com um homem que passa no sinal vermelho,
quase atropela os transeuntes,
que também gritam.
É a sinfonia das ruas,
barulho infernal,
non stop.
Paro e respiro com esta sinfonia,
onde está o violinista de olhos negros?

sorriso

leva um tempo,
pra gente reaprender a sorrir.
..... o tombo simples de uma criança,
ela tropeça e machuca o joelhinho,
desata a chorar,
alguém a pega no colo,
encoraja a andar novamente,
ela de repente pára,
e volta a andar novamente,
como se nada tivesse acontecido,
volta a brincar e a sorrir,
meio receosa a princípio,
depois corre e brinca e se descontrai,
até que ela acostuma a cair e levantar sozinha,
aquilo de cair e levantar já faz parte da vida.
o voltar a sorrir de um adulto é um pouco diferente,
é um sorriso sulcado nos cantos,
onde os olhos não fazem parte da graça.

partida

E repentinamente eu fui,
tinha as malas prontas disfarçadas dentro do closet,
esperando meu último suspiro de perplexidade.
de repente assim eu fui...
passagem comprada pra Conchichina do Bom Sossego,
motorista silencioso contratado esperando na porta.
tudo assim...com a impressão de que tudo foi repentino,
mas repentino estava avisado, repentino estava cansado.
primeiro foi um repentino aviso de que eu um dia pudesse ir,
depois do aviso repentino eu já estava indo,
assim aqui por dentro de mim,
eu já estava partindo esta partida,
mas só o espelho via essa carne partida, esse bolo partido.
assim um dia acordei,
peguei tudo ensacado e embalado a vácuo,
e te desejei boa sorte,
querendo te mandar na verdade, pros quintos dos infernos.
antes de sair de mala e cuia,
não tinha a certeza de nada,
de como seria minha volta pra vida,
a única certeza certa,
era a de que nunca mais,
era nunca mais,
mas nunca mais,
e nunca nunca mais mesmo.

ultimamente

por mais que eu não queira olhar pra trás,
eu me volto e vejo o passado,
que me pergunta,
por onde anda você.
Eu precisava estar ao seu lado,
sentindo a força do seu pulso forte,
me dizendo: vai filha....vai filha.
que ilusão a minha.
de onde foi que inventei que um dia teve um pulso forte?
que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivesse sido verdade,
dizendo: não tem pedra, não tem medo, não tem pesadelo. E esta chuva lá fora é só a natureza e vai passar, esta angustia ai dentro vai passar, sua solidão é só dia dia da rotina e vai passar, vai que a vida te espera lá fora, põe a cara fora da janela....
mas, que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivera sido verdade.

mas onde estará?
mesmo assim sinto saudade,
e quando olho no espelho vejo teu rosto,
sinto orgulho e medo, vejo de onde vim,
você foi um homem bonito,
seus olhos vivos, ficaram cansados,
será que foi a chuva,
que nunca passou que cravou seu rosto?
ou terá sido só o peso do tempo a desilusão ou a rotina?
nos meus passos, caminhando vou,
seguindo minha rotina, sem que a chuva passe,
sigo com a imagem de Cristo,
e as vezes peço a ele que seja meu pai,
que feche esta janela,
para que eu não veja o relâmpago que está la fora.


noite boa foi aquela

noite boa foi aquela,
tomamos cerveja atras da outra,
e em meio nossa embriaguez,
eu só entendia o quanto te queria entre minhas pernas.
você só entendia o quanto queria em pé e deitada,
e me falou de olhos bem vermelhos:
dorme comigo, fica comigo, acorda comigo.
Eu fui boi na boiada,
peixe na sua rede,
o que era proibido,
ficou sem ser.
de manhã eu tinha marcas no pescoço,
e você marcas por todo corpo,
eu trabalhei com camisa de gola alta,
com um sorriso safado no canto do lábio,
que ainda exalava você.

Tai

Ainda existem coisas,
Nas quais não ouso tocar,
Não abro gavetas,
Não mexo na roupa pendurada,
Não mudo os móveis de lugar,
Não ouso pensar,
E não quero ousar.
Ainda existem coisas,
Existem ainda coisas mofadas,
Deixadas de lado,
Nas quais não ouso pensar,
Uma lágrima escorre aqui,
E a outra acolá,
Dia sim e outro também,
Com vontade própria,
Sem tocar o pensamento,
Escorre com vida própria,
Propriamente escorrida,
E eu nao tenho nada a declarar,
Uma pomba voou da janela,
Do 13º andar,
E está declarado.

vida alugada

quando moramos fora,
alugamos uma vida,
onde os travesseiros nunca vão ter o cheiro,
da sua mãe,
da sua vó,
do seu próprio cabelo,
as cores da bandeira ficam opaca,
e você perde a identidade.
vez em quando você olha no espelho,
e vê seu pai, sua mãe e o seu cachorro refletido,
e você vai "grisalhando" rápido.
você aluga uma vida,
por um tempo,
perde sua essência,
e muda de pátria descaradamente,
limpa coco, limpa xixi,
limpa coco e limpa xixi,
sua bandeira vai perdendo a cor e fica cinza,
despatriado você se sente eternamente,
mesmo quando volta pra casa,
já não é a sua casa,
quando toca o hino,
você dá risada,
descaradamente.
seu hino já não é seu hino,
você é orfão,
de pai, de mãe, de cachorro e papagaio.

sábado, 2 de junho de 2012

germes

eu vejo nos olhos das pessoas,
o que não quero ver.
o respiro de cada dissimulação,
de cada suspiro venenoso.
e pra que?
para manter o emprego,
para o aumento de salário,
para levar a fama de algo,
mas de verdade....pra que?
os germes se espalham,
as bactérias contaminam,
em cada sorriso dissimulado,
em cada passo falsificado,
mas meu deus....de verdade....pra que?
let me out of here.


acabou

não sei se eu,
não sei se tu,
não sei quem acabou com quem...
o espaço para a falta de explicação,
a culpa sei se eu,
sei se tu,
de não querer mais saber,
acabou...
o já sentir a falta do cheiro,
o já sentir a falta do peso na cama,
o desespero ao fechar os olhos,
o desespero ao termino do dia,
o desligar da Tv,
o despertar do relógio,
o acordar do vazio,
o viver sem ter a volta,
o medo de não querer ouvir,
acabou....acabou....acabou....
o acabou de verdade,
não o acabou do blefe,
da briga e do charme,
o da certeza do agora o da verdade
acabou.
não sei se eu,
não sei se tu,
eu sei que eu.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

boca ardente

ainda que soubesse desvendar sua boca macia,
suave, delírio em brasa,
em cima em baixo,
dos lados palpitando em língua ardente,
me beijando, aquecendo a mente,
aqui, ali, deslizando pro abismo do meu riacho.
Ainda que soubesse boca ardente,
que estou doente, delirantemente, viciosamente,
quero ser a prisioneira da sua boca ardente,
e viver dessa masmorra, dessa Sodoma, dessa Gomorra.

tropeços

nesta vida que chamamos de louca,
passo- a- passo, ano- a- ano
deixamos que ela nos arranque pedaços,
uma vem nos dá uma flor e esta morre,
vem outra e nos dá colo e nos encostamos já com medo,
quando nos aconchegamos ela levanta e vai embora,
vem a outra nos dá o lenço,
quando enxugamos a lágrima ela nos faz chorar novamente,
vem este vento que traz a chuva,
vem a chuva para limpar a poeira,
vem a palavra e vem o silêncio,
vem o tombo e vem o tropeço,
e o tropeço fica e não vai embora.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

exilio

exit exílio
exit exílio
exit exílio
exit exílio
exit exílio
exit exílio
exit exílio
exílio
exílio
follow the exit sign
the end.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

a porta

Existe em mim essa porta,
Por onde ninguém entra e ninguém sai,
Ninguém sabe da existência dela,
Nem o que ela guarda,
Está trancada há muito tempo,
Não sei mais onde está a chave,
E não quero chamar o chaveiro,
Não quero chamar ninguém,
Deixa ela assim,
Mesmo que for aberta,
Eu sei que está emperrada,
Deixa ela assim...