terça-feira, 22 de maio de 2012

Fernando


Vou encenar meu melhor papel
Encenado muitas vezes neste palco de ilusão
O ato da fuga
Porque viver não é preciso, mas navegar sim
Fernando era uma besta
Viver e preciso e navegar não
Ancorar sim
E ir de vento em popa só de vez em quando
Por que o vento dá ruga na cara
E ruga na cara sem memórias não e vida que se preze Fernando

raining cats and dogs


For god that a don´t give a fuck
I feel falling like a  shooting duck
Emptiness is the new word
In this underground world
Blind colors like a crazy dog
I kick the dog I shoot the dog
I don’t give a god damn fuck
I should have became a homeless
Instead of trying so hard to be like you
Like you like a dog like a god like a hot dog
I like to rime odds and dogs and gods
Make me feel pathetic and that´s all
Pathetic is the new work
It´s just dad a isms just rimes
Don’t worry there is no pain in my game.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

my quotes

"todas as estórias de vida são extremamente interessantes, é necessário somente saber narrar de forma igualmente interessante"

"é preciso ter muita vontade e disciplina para desenvolver, começar e terminar um projeto"

"Infelizmente somos inteligentes o bastante para saber que somos explorados e suficientemente covardes para aceitarmos"

"simplicidade normalmente pode ser confundida com idiotice"

"as pessoas necessitam de enfeitar a realidade com sorrisinho calado"

"extremamente necessário não julgar as escolhas alheias"

"mesmo que ninguém acredite nas suas idéias é preciso ser teimoso e continuar"

"procuro ficar calado em casos extremos, você não é dono da verdade"

"uma das coisas mais difíceis da vida e ter consciência que alguém sempre vai tirar algo de você"

"quando você escolhe o caminho contrário de seu coração, você dirige por um caminho com view para a infelicidade"

"é preciso vez em quando olhar pra dentro de si mesmo"


domingo, 20 de maio de 2012

e se não existir ninguém?

E se não existir ninguém?
nem pai do céu...
nem criador....
nem criatura criada....
o que faço com meus 34 anos....
minha esperança,
minha fé,
meu caminho,
meu futuro e meu nada?
E quando eu estiver com sono,
Com dor,
com falta,
cansada, revoltada,
Em que devo acreditar?
No espelho? No meu tênis?
Rezo pra quem? Para o telefone? Para o interfone?
E se não existir ninguém?
Nada?
O que eu vou fazer,
quando alguém estiver doente pra morrer?
Para quem eu rezo? Para quem eu peço?
O gato do vizinho?
Para as pedras da rua?
Para o policial da esquina?
Para o hamburguer do MC Donalds?
Por favor alguém me diz para quem eu rezo,
Quando precisar rezar,
Para quem eu agradeço,
Quando eu tiver meus dias felizes,
Para as folhas....obrigado....para os patos.....obrigado.
Para quem eu peço quando olhar para o céu,
Para as nuvens?
Por favor, alguém...para quem?

uma pomba na minha janela

Me sobrou,
Foi um quarto sossegado pra dormir,
Onde de vez em quando aparece uma pomba na minha janela,
Que se esconde da chuva lá fora,
O que me sobrou não sou mais eu,
Mas o restinho que fui,
Sonhos, promessas e desilusões,
Me sobrou um coração despalpitado,
Com medo da chuva lá fora,
Tudo que sobrou,
Não sou eu nem foi você, mais pedaços de tudo,
Foi esse quarto, com cortinas de flores cor de rosa e sem endereço,
Onde o telefone não toca nem por engano ou apreço,
Meu abrigo longe da chuva,
Onde saio e volta sem ter ninguém pra perguntar onde e com quem,
Me sobrou esse abrigo,
Onde apareceu essa pomba na minha janela,
Ela tem medo da chuva eu também,
Ela tem tempo de olhar lá fora, e eu de olhar pra ela,
De alimentá-la com as minhas pequenas migalhas.



Estou longe

Eu estou muito longe,
E ainda tenho que atravessar a Broadway,
E atravessar um city,
E evitar ser barrada pelos cops,
E seus bafômetros enfim.
Uma lágrima escorre,
Ruas vazias, volante gelado,
Nesta altura a bebida,
Faz a mistura entra a emoção de estar só e longe com tonterias que vem a cabeça,
Ponho um chiclete na boca e respiro e penso: os do Brasil eram melhores,
Melhor é voltar,
Não melhor é partir!
Quando começo a comparar marcas de chicletes,
Do sentimento mais sério e triste,
Amor, solidão e fim de noite,
E extrair um fato cômico,
Marca  de Ping Pong.


Valeu!

Valeu!
Ter me ensinado sobre o amor,
Aprendi que palavras de amor,
É um script lido repetidas vezes,
É o decorar do seu papel.
Valeu!
Ter me ensinado a usar mel,
Pra disfarçar o nosso amor amargo,
Redução de fel.
Valeu!
Ter me ensinado que a transparência,
É ter que ouvir mais tarde um capítulo distorcido,
Valeu!
Ter me deixado a porta aberta,
Para que eu saísse sem alarde, sem acordar o cachorro.
Valeu!
Ter me ensinado como é rápido um sorriso se tornar amarelado,
Como é fácil pegar a estrada para o abismo,
 E não enxergar a placa DO NOT ENTER.