A palavra vazia
Disacerto
Duas linguas diferentes
Frente a frente que se beijam
Que se ferem numa manha sem sol
A palavra arranca perplexidade
Cria distancia entre os mundos
Partem em caminhos diferentes
Dias apos dia
A palavra cria fendas abre feridas
Entre entra entro e sai
Sai de boca sem destreza
Deselegante e eficaz
Eu fico no quarto voce fica na sala
Eu no meu vc no seu mundo
A distancia da palavra
O filme da cabeca passa...o que foi e o que deveria ser dito
Nada deveria ter sido
O mundo deveria ser lido pelos olhos
E a boca deveria pegar prisao perpetua.
são meus pensamentos sem nenhuma pretensão de querer ser poeta. São simplesmente palavras...entenda como quiser...a palavra respira e fala o que tem vontade.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Nada e mais perto do abismo
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Eu grito calada
Triste é a canção que se ouve calada,
Triste é a canção que se canta calada,
E a platéia é cega ou finge que está momentaneamente,
Muda é a verdadeira muda,
A que não quer mais falar,
Aquela que não fala.
E o surdo,
Aquele que não quer ouvir,
Que finge ouvir,
Que tampa os ouvidos,
Final de show,
Final triste,
Não há o que ouvir,
Não há o que dizer,
E tampouco há vontade,
Explicações....silêncio....surte o mesmo efeito,
Nessa sinfonia de erros,
A explicação é de um efeito ensurdecedor,
Cansar de ouvir cansar de falar,
Os meus ouvidos doem,
No final do silêncio
Eu canto calada, eu ouço surda, eu grito surtada.
Triste é a canção que se canta calada,
E a platéia é cega ou finge que está momentaneamente,
Muda é a verdadeira muda,
A que não quer mais falar,
Aquela que não fala.
E o surdo,
Aquele que não quer ouvir,
Que finge ouvir,
Que tampa os ouvidos,
Final de show,
Final triste,
Não há o que ouvir,
Não há o que dizer,
E tampouco há vontade,
Explicações....silêncio....surte o mesmo efeito,
Nessa sinfonia de erros,
A explicação é de um efeito ensurdecedor,
Cansar de ouvir cansar de falar,
Os meus ouvidos doem,
No final do silêncio
Eu canto calada, eu ouço surda, eu grito surtada.
terça-feira, 5 de junho de 2012
fake estrela
consumi e tive o que quis e o que desejei ter,
calça, bolsa, relógio, e outras cositas mas,
celular, carro do ano, dinheiro no banco, coleção de cd´s
e outras cositas mas.
tudo é tão belo, tudo é tão falso,
nos sentimos até gente!
em meio a essa fantasia.
Então isso é pateticamente a felicidade,
A América terra de sonhos,
um lugar pra ser a fake estrela de pateticwood.
A estrela que não tem glitter,
que não vê a hora de voltar,
de ter o abraço apetado que ficou pra trás,
um peito para colar a face,
e de ser de verdade,
de simplesmente ser.
calça, bolsa, relógio, e outras cositas mas,
celular, carro do ano, dinheiro no banco, coleção de cd´s
e outras cositas mas.
tudo é tão belo, tudo é tão falso,
nos sentimos até gente!
em meio a essa fantasia.
Então isso é pateticamente a felicidade,
A América terra de sonhos,
um lugar pra ser a fake estrela de pateticwood.
A estrela que não tem glitter,
que não vê a hora de voltar,
de ter o abraço apetado que ficou pra trás,
um peito para colar a face,
e de ser de verdade,
de simplesmente ser.
olhos negros
milhares de pessoas,
se esbarram nas ruas everyday,
nas ruas de qualquer lugar,
uns não pensam em nada,
outros fazem compras,
outros fazem planos,
outros pensam em matar,
outros pensam em morrer,
outros gritam,
outros falam sozinhos,
outros atrás de dinheiro,
outros dão dinheiro,
outros ouvem música.
É a vida das ruas,
rápida.
Na esquina o guarda apita desesperado,
grita com um homem que passa no sinal vermelho,
quase atropela os transeuntes,
que também gritam.
É a sinfonia das ruas,
barulho infernal,
non stop.
Paro e respiro com esta sinfonia,
onde está o violinista de olhos negros?
se esbarram nas ruas everyday,
nas ruas de qualquer lugar,
uns não pensam em nada,
outros fazem compras,
outros fazem planos,
outros pensam em matar,
outros pensam em morrer,
outros gritam,
outros falam sozinhos,
outros atrás de dinheiro,
outros dão dinheiro,
outros ouvem música.
É a vida das ruas,
rápida.
Na esquina o guarda apita desesperado,
grita com um homem que passa no sinal vermelho,
quase atropela os transeuntes,
que também gritam.
É a sinfonia das ruas,
barulho infernal,
non stop.
Paro e respiro com esta sinfonia,
onde está o violinista de olhos negros?
sorriso
leva um tempo,
pra gente reaprender a sorrir.
..... o tombo simples de uma criança,
ela tropeça e machuca o joelhinho,
desata a chorar,
alguém a pega no colo,
encoraja a andar novamente,
ela de repente pára,
e volta a andar novamente,
como se nada tivesse acontecido,
volta a brincar e a sorrir,
meio receosa a princípio,
depois corre e brinca e se descontrai,
até que ela acostuma a cair e levantar sozinha,
aquilo de cair e levantar já faz parte da vida.
o voltar a sorrir de um adulto é um pouco diferente,
é um sorriso sulcado nos cantos,
onde os olhos não fazem parte da graça.
pra gente reaprender a sorrir.
..... o tombo simples de uma criança,
ela tropeça e machuca o joelhinho,
desata a chorar,
alguém a pega no colo,
encoraja a andar novamente,
ela de repente pára,
e volta a andar novamente,
como se nada tivesse acontecido,
volta a brincar e a sorrir,
meio receosa a princípio,
depois corre e brinca e se descontrai,
até que ela acostuma a cair e levantar sozinha,
aquilo de cair e levantar já faz parte da vida.
o voltar a sorrir de um adulto é um pouco diferente,
é um sorriso sulcado nos cantos,
onde os olhos não fazem parte da graça.
partida
E repentinamente eu fui,
tinha as malas prontas disfarçadas dentro do closet,
esperando meu último suspiro de perplexidade.
de repente assim eu fui...
passagem comprada pra Conchichina do Bom Sossego,
motorista silencioso contratado esperando na porta.
tudo assim...com a impressão de que tudo foi repentino,
mas repentino estava avisado, repentino estava cansado.
primeiro foi um repentino aviso de que eu um dia pudesse ir,
depois do aviso repentino eu já estava indo,
assim aqui por dentro de mim,
eu já estava partindo esta partida,
mas só o espelho via essa carne partida, esse bolo partido.
assim um dia acordei,
peguei tudo ensacado e embalado a vácuo,
e te desejei boa sorte,
querendo te mandar na verdade, pros quintos dos infernos.
antes de sair de mala e cuia,
não tinha a certeza de nada,
de como seria minha volta pra vida,
a única certeza certa,
era a de que nunca mais,
era nunca mais,
mas nunca mais,
e nunca nunca mais mesmo.
tinha as malas prontas disfarçadas dentro do closet,
esperando meu último suspiro de perplexidade.
de repente assim eu fui...
passagem comprada pra Conchichina do Bom Sossego,
motorista silencioso contratado esperando na porta.
tudo assim...com a impressão de que tudo foi repentino,
mas repentino estava avisado, repentino estava cansado.
primeiro foi um repentino aviso de que eu um dia pudesse ir,
depois do aviso repentino eu já estava indo,
assim aqui por dentro de mim,
eu já estava partindo esta partida,
mas só o espelho via essa carne partida, esse bolo partido.
assim um dia acordei,
peguei tudo ensacado e embalado a vácuo,
e te desejei boa sorte,
querendo te mandar na verdade, pros quintos dos infernos.
antes de sair de mala e cuia,
não tinha a certeza de nada,
de como seria minha volta pra vida,
a única certeza certa,
era a de que nunca mais,
era nunca mais,
mas nunca mais,
e nunca nunca mais mesmo.
ultimamente
por mais que eu não queira olhar pra trás,
eu me volto e vejo o passado,
que me pergunta,
por onde anda você.
Eu precisava estar ao seu lado,
sentindo a força do seu pulso forte,
me dizendo: vai filha....vai filha.
que ilusão a minha.
de onde foi que inventei que um dia teve um pulso forte?
que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivesse sido verdade,
dizendo: não tem pedra, não tem medo, não tem pesadelo. E esta chuva lá fora é só a natureza e vai passar, esta angustia ai dentro vai passar, sua solidão é só dia dia da rotina e vai passar, vai que a vida te espera lá fora, põe a cara fora da janela....
mas, que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivera sido verdade.
mas onde estará?
mesmo assim sinto saudade,
e quando olho no espelho vejo teu rosto,
sinto orgulho e medo, vejo de onde vim,
você foi um homem bonito,
seus olhos vivos, ficaram cansados,
será que foi a chuva,
que nunca passou que cravou seu rosto?
ou terá sido só o peso do tempo a desilusão ou a rotina?
nos meus passos, caminhando vou,
seguindo minha rotina, sem que a chuva passe,
sigo com a imagem de Cristo,
e as vezes peço a ele que seja meu pai,
que feche esta janela,
para que eu não veja o relâmpago que está la fora.
eu me volto e vejo o passado,
que me pergunta,
por onde anda você.
Eu precisava estar ao seu lado,
sentindo a força do seu pulso forte,
me dizendo: vai filha....vai filha.
que ilusão a minha.
de onde foi que inventei que um dia teve um pulso forte?
que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivesse sido verdade,
dizendo: não tem pedra, não tem medo, não tem pesadelo. E esta chuva lá fora é só a natureza e vai passar, esta angustia ai dentro vai passar, sua solidão é só dia dia da rotina e vai passar, vai que a vida te espera lá fora, põe a cara fora da janela....
mas, que ilusão a minha, que desejo louco, que isso tivera sido verdade.
mas onde estará?
mesmo assim sinto saudade,
e quando olho no espelho vejo teu rosto,
sinto orgulho e medo, vejo de onde vim,
você foi um homem bonito,
seus olhos vivos, ficaram cansados,
será que foi a chuva,
que nunca passou que cravou seu rosto?
ou terá sido só o peso do tempo a desilusão ou a rotina?
nos meus passos, caminhando vou,
seguindo minha rotina, sem que a chuva passe,
sigo com a imagem de Cristo,
e as vezes peço a ele que seja meu pai,
que feche esta janela,
para que eu não veja o relâmpago que está la fora.
Assinar:
Postagens (Atom)