Me sobrou,
Foi um quarto sossegado pra dormir,
Onde de vez em quando aparece uma pomba na minha janela,
Que se esconde da chuva lá fora,
O que me sobrou não sou mais eu,
Mas o restinho que fui,
Sonhos, promessas e desilusões,
Me sobrou um coração despalpitado,
Com medo da chuva lá fora,
Tudo que sobrou,
Não sou eu nem foi você, mais pedaços de tudo,
Foi esse quarto, com cortinas de flores cor de rosa e sem endereço,
Onde o telefone não toca nem por engano ou apreço,
Meu abrigo longe da chuva,
Onde saio e volta sem ter ninguém pra perguntar onde e com quem,
Me sobrou esse abrigo,
Onde apareceu essa pomba na minha janela,
Ela tem medo da chuva eu também,
Ela tem tempo de olhar lá fora, e eu de olhar pra ela,
De alimentá-la com as minhas pequenas migalhas.
Foi um quarto sossegado pra dormir,
Onde de vez em quando aparece uma pomba na minha janela,
Que se esconde da chuva lá fora,
O que me sobrou não sou mais eu,
Mas o restinho que fui,
Sonhos, promessas e desilusões,
Me sobrou um coração despalpitado,
Com medo da chuva lá fora,
Tudo que sobrou,
Não sou eu nem foi você, mais pedaços de tudo,
Foi esse quarto, com cortinas de flores cor de rosa e sem endereço,
Onde o telefone não toca nem por engano ou apreço,
Meu abrigo longe da chuva,
Onde saio e volta sem ter ninguém pra perguntar onde e com quem,
Me sobrou esse abrigo,
Onde apareceu essa pomba na minha janela,
Ela tem medo da chuva eu também,
Ela tem tempo de olhar lá fora, e eu de olhar pra ela,
De alimentá-la com as minhas pequenas migalhas.
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